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ondas suaves

Ondas Suaves não é nada mais que a tradução literal dos caracteres 宁波 (Ningbo). Uma pequena cidade costeira situada na província de Zhejiang, China.

ondas suaves

Ondas Suaves não é nada mais que a tradução literal dos caracteres 宁波 (Ningbo). Uma pequena cidade costeira situada na província de Zhejiang, China.

1 ano!

 11+1=1

Parece um código binário, mas não é. São 11 meses de China e 1 de Inglaterra, faz 1 ano longe de tudo e todos.

 

Desnaturado, deixei todos sem noticias. No dia 28 do mês passado (Julho) sai da China e parti para uma outra aventura. Troquei o Oriente pelo Ocidente, mas ainda não cheguei a casa. Já faz mais de um mês que aterrei em Londres e por aqui me instalei de malas e bagagens.

A despedida da China não foi difícil, pelo contrario, foi normalíssima. Quando se tem na cabeça que não estamos a dizer "adeus" mas sim "até já", tudo se torna mais fácil. Se tenho saudades? Todos os dias, mas ainda mais tenho de Portugal. E agora tão perto que ele está. Estão a imaginar uma maratona? Quando já fizemos mais de metade do caminho mas lá para o fim, quando estamos perto, pertíssimo da meta é quando mais o corpo pede para desistir. A sensação deve estar ela por ela.

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Então e Londres? Blogues sobre portugueses em Londres é coisa que não deve faltar por aqui, mas não vos vou falar da cidade, fiquem descansados.  

 

Os primeiros dias foram de uma estranheza enorme, quer dizer .. ainda são. Mas o corpo lá se vai esforçando para aguentar tanta mudança repentina de pessoas e lugares. Quanto aterrei lá tinha um português à minha espera, finalmente, um tuga! Sem duvida que o primeiro dia foi o mais estranho, vivi uma espécie de limbo difícil de descrever. O cérebro tinha tanta informação para processar que deve ter dito "Epa assim não dá! Vou mas é por ferias e volto quando isto acalmar". 

Estava no metro em Shanghai e só via caras chinesas e só se falava chinês, repentinamente estou num metro em Londres, sem chineses e com caras de todos os sítios que se possa pensar, a ouvir todas as línguas e mais alguma (e por vezes inglês também); nada fazia sentido, e para ajudar à festa o meu tio lá debitava decibéis de português para os meus ouvidos. Só para acalmar as coisas, pedi-lhe para irmos jantar a um restaurantes chinês e assim foi (uma espécie de sensação de ar fresco).

 

Ainda na ressaca do jogo da selecção, não posso deixar passar este reparo.

Estava habituado a ver os jogos da bola de madrugada, sozinho no quarto a festejar golos que nem um maluco ou a reclamar com árbitros enquanto os vizinhos batiam nas paredes para eu me acalmar. Mas hoje, ainda longe de casa,  festejei acompanhado, rodeado de portugueses gritou-se golo como não ouvia gritar faz muito tempo. Não, não é sobre o golo ou sobre o futebol, é mesmo aquela sensação de que afinal ainda sei pelo que estou a lutar.

Abraço !

 

 

 

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