Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

ondas suaves

Ondas Suaves não é nada mais que a tradução literal dos caracteres 宁波 (Ningbo). Uma pequena cidade costeira situada na província de Zhejiang, China.

ondas suaves

Ondas Suaves não é nada mais que a tradução literal dos caracteres 宁波 (Ningbo). Uma pequena cidade costeira situada na província de Zhejiang, China.

#convidado - A guerra no Iémen.

Ainda esta semana o jornal Expresso publicou a notícia de que as Nações Unidas aprovaram o embargo de armas aos rebeldes Houthi do Iémen (ler aqui:http://expresso.sapo.pt/nacoes-unidas-aprovam-embargo-de-armas-aos-rebeldes-houthis-do-iemen=f919864). Depois da conversa que tive com um dos rapazes do Iémen, esta notícia é uma lufada de ar fresco para os meus amigos e deixa-nos com a esperança de que tudo volte à normalidade. Vamos perceber o porquê.

O semestre passado tinha cerca de seis colegas de turma naturais do Iémen, amistosos e super simpáticos são as palavras certas para os definir. Tivemos longas conversas e fui convidado várias vezes a saborear com eles o café do Iémen. A curiosidade era mútua, eu nunca tinha conhecido ninguém do Iémen e para eles eu para além de ser o único português, era o primeiro europeu com o qual podiam tirar todas as dúvidas que tinham sobre o que é viver na Europa. A Europa continua a ser um local perfeito no imaginário de quem vive naquele que é o país mais pobre das nações árabes. Estes meus colegas voltaram para o Iémen quando os rebeldes começaram a ofensiva e entretanto nunca mais voltaram, ficou cá um e foi com esse que falei.

mmexport1414916448632.jpg

 

Começamos pelo mais importante. Como estão os familiares? "Da minha família felizmente ainda ninguém morreu. O meu irmão, que vive em Sana (capital), não pode ir trabalhar porque há bombardeamentos todos os dias perto do seu local de trabalho. Quando falo com os meus familiares eles dizem para não me preocupar, mesmo sabendo que passam muitos dias sem sair de casa e sem electricidade. Mas ao ler as notícias é natural que esteja sempre preocupado."

"Tenho família em Aaden (capital do sul) eles não podem trabalhar, o meu irmão mais novo não pode ir à escola. A vida que se faz não é normal."

Então e os nossos amigos, alguma novidade? "Sempre que os vejo a por likes nas fotos [wechat] é um alívio."

Para aqueles que como eu não percebem o que se está a passar ao certo no Iémen, um deles explicou.

O Governo que esteve no poder (33 anos) antes do actual era corrupto e deixou o povo na miséria (como explicar que um dos países que mais petróleo exporta seja o mais pobre das nações árabes?). O Governo mudou, mas o exército continuou nas suas mãos e agora juntamente com os Houthi (uma minoria, muçulmanos xiitas) estão a tentar tomar o país à força. Os iemenitas defendem-se como podem (no Iémen todas as famílias têm armas em casa) mas estão a lutar contra rebeldes que têm o apoio do seu próprio exército, tanques e artilharia pesada.

Tal como todas as outras nações árabes, o Iémen é um país muçulmano sunita (somente o Irão é xiita), como tal, os países árabes começaram a bombardear posições rebeldes. No entanto, na opinião desde meu amigo, os bombardeamentos não são suficientes, o melhor seria mesmo a Arábia Saudita (englobada numa aliança de nações árabes) entrar no país com forças terrestres e obrigar os Houthi e os que ainda apoiam o último governo a baixar as armas. "Se continuarem à espera, poderá ser tarde de mais para o povo do Iémen. Eu estou com medo do futuro, porque os Houthi estão a matar todos."

© Mohamed Al-Sayaghi / Reuters

© Mohamed Al-Sayaghi / Reuters

 

As coisas não se adivinham fáceis para os habitantes do Iémen, pois a Arábia Saudita (maior poderio militar na zona) não os pode ajudar sozinha devido à ameaça do Irão e nas Nações Unidas as coisas não andam para a frente porque a Rússia continua do lado Iraniano. Se tudo parece complexo, ainda mais complexo se torna se pensarmos que a Arábia Saudita e os países vizinhos do Iémen sempre estiveram do lado deste último governo (que agora bombardeiam). "Esta coligação suportou o último governo porque só assim poderia tirar partido do nosso petróleo e território, agora estão contra eles porque têm medo de uma guerra civil. Se vierem é por medo de perder o acesso ao petróleo, não por nos quererem ajudar. Em todo o caso, precisamos deles."

 

Forças leais ao Presidente Hadi, na província de Lahj, sul do Iémen

(http://expresso.sapo.pt/houthis-avancam-para-sul-e-presidente-do-iemen-foge-outra-vez=f916891)

 

Quando falo com estes rapazes, aquilo que mais curiosidade me dá é o Islão e tudo o que o envolve. Foram muitas as conversas que tivemos a apontar diferenças entre culturas e religiões, eu explico como funcionam as coisas em Portugal e na Europa, eles explicam-me como funcionam no Iémen e no Islão. Aceitamos e respeitamos ambos os lados como bons amigos. Não poderia deixar fugir esta oportunidade para falar abertamente daquilo que ele, como muçulmano, tem a dizer sobre o estado islâmico. A resposta foi simples e directa: "Se eles matam pessoas, não pertencem ao Islão!", continuou, "Para um muçulmano, matar uma pessoa é pior que destruir a Haram (a Mesquita Sagrada, em Meca). Eles dizem-se muçulmanos, mas não há como o serem.".

Para nós, Ocidentais, a religião muçulmana tornou-se quase que um sinónimo de terrorismo. Falei disto por aqui várias vezes tanto com muçulmanos como não muçulmanos e a ideia para além de errónea, como muitos de nós bem sabemos, demonstra uma certa ignorância e estupidez. Seja de onde vier, e apontamos sempre o dedo aos media, temos de ser nós próprios a filtrar a informação e perceber que alhos não são bugalhos. E vocês dizem, "Então e todos os ataques terroristas que têm vindo a matar milhares de inocentes?", a resposta parece-me óbvia, infelizmente quem o fez, fez embandeirando uma religião, mas conhecendo o Islão, facilmente percebemos que um terrorista nunca poderá ser um muçulmano. Estou a falar-vos dos muçulmanos como poderia estar a falar de outra religião, não podemos deixar que monstros nos cultivem a cultura do ódio entre diferentes crenças.

Abraço, e desta vez também para todos os meus amigos iemenitas.

 

 

7!

As semanas passam a correr e sem dar conta já lá vão sete mesitos. Não há nada de novo para vos contar, tudo na mesma como a lesma. Apesar disso, há sempre uma coisa ou outra fora do comum que vale a pena partilhar.

Andamos a ter cortes de electricidade assim do nada. Já aconteceu umas quatro vezes e demora sempre mais de quatro horas a voltar. Da ultima vez foi especial porque ficamos sem electricidade à noite … os supermercados não têm velas, os fogões das cozinhas são todos eléctricos e as caldeiras para agua quente também ficam sem funcionar. Vão dizendo para estarmos preparados para mais cortes daqui em diante … a minha preparação passa por usar cada minuto de electricidade como se fosse o último do dia. Mas já tive sorte graças a isto, num dos dias que ficámos sem luz eu e mais uns quantos fomos para uma espécie de loja 24h que tem gerador (e portanto tinha luz) e reparei que eles vendiam raspadinhas. Comprei a minha primeira raspadinha na China (custou uns 20 cêntimos) e ganhei o quinto premio. Eh laaa, uma pipa de massa, devem estar a pensar, nop .. 7 euros (nada mau).

1428044005975.jpg

(Não se vê nada não é? Pois. Vou traduzir para português: Não há electricidade, aguentem-se como poderem.)

 Já sei dizer algumas coisas no dialecto local, porque aproveito as viagens de táxi e as idas ao mercado para ir aprendendo. Por falar em taxistas, no outro dia apanhamos um táxi à noite e enquanto estava a falar com o Bruno começamos a ouvir os carros a apitar por todo o lado, olhei para o semáforo e estava verde, mas o nosso táxi estava parado. Imaginem porquê … porque o taxista estava ferrado a dormir. Eu parti-me a rir, o Bruno quis mudar de táxi, lá seguimos o resto da viagem a rezar ( eu continuo a achar que teve piada). Estava a falar do dialecto de Ningbo não era? Para vos dar o exemplo mais simples, em chinês para dizer “Eu sou de Ningbo.”  (a mesma versão de “Eu sou lisboeta”),  teremos de dizer  我是宁波人, ou seja, em mandarim vai-se ouvir assim:“wo shi ningbo ren.” No dialeto local os mesmo caracteres soam assim:“nu se ningbo ni”. Engraçado não é? Não.

Enquanto vos estou a escrever estava a tentar fazer arroz doce para o jantar de hoje com malta de vários países e chegou aqui um rapaz da Guiné-Equatorial a dizer que está tudo mal. Estamos à espera que arrefeça para descobrir. De qualquer maneira vou continuar a fazer como tenho feito, digo que é assim que se faz em Portugal (a vantagem de ser o único português, não há ninguém para confirmar). Por acaso tenho usado isto em algumas situações e tem sido útil. Depois deste ano acho que os meus amigos vão ficar a pensar que em Portugal as coisas funcionam completamente ao contrário … na verdade, é só a minha desculpa para tudo o que faço de errado. [Escrevi isto ontem e entretanto posso dizer-vos que o arroz ficou impossível de se comer].

IMG-20150412-WA0001.jpg

 (Camarões, Cabo-Verde, Índia, Quirguistão e a tirar a foto uma italiana)

 

No outro dia disse a um chinês que era primo do Ronaldo, ele disse para ter cuidado porque podia ser raptado. Nunca mais tentei fazer piadas com o Ronaldo e emendei-me logo dizendo que o meu chinês era mau, queria dizer outra coisa que não primo. Ele riu-se e disse que estava a brincar. Olhei em volta e andei em passo acelerado para junto dos meus amigos. Lembrei-me desta porque estava a passar a publicidade do champô do Ronaldo na televisão.

E por último, chegou a época dos estudantes do secundário visitarem as universidades (em Portugal é igual) e a Universidade de Ningbo fez um vídeo publicitário para atrair novos alunos. Dramas do vídeo à parte, se tiverem paciência podem ver os espaços que eu frequento diariamente e outros que nunca vi.

 

Já vai um post longo para quem não tinha nada para dizer. Entretanto partilharei a conversa que tive com rapazes do Iémen sobre a guerra que infelizmente abala aquele país.

Abraços!

A chapada de luva branca - tardes de bola.

Bem sei que com este titulo estavam à espera de ver a foto de um chinês a dar uma chapada com uma luva branca a alguém, lamento, é só mesmo a expressão.

Confesso-vos que no primeiro mês havia um grupo que não me chamava nada à atenção, pior, era um grupo do qual pretendia não fomentar qualquer tipo de relação. Como é óbvio, existem ideias pré concebidas que nos fazem olhar para o outro de certa forma, mesmo sem o conhecer-mos. A ideia que trazia dos indonésios era de uma maneira geral, digamos má, vá. Primeiro a ideia física que tinha de um indonésio era completamente diferente do que vim a encontrar; segundo, o que sabia da Indonésia não passava do fato de serem o país com mais muçulmanos no mundo e do infeliz massacre em Timor. De alguma maneira, a minha mentalidade estava formatada para não gostar dos indonésios. Certamente que a visão que os portugueses têm relativamente à história timorense ajuda a tal.

O que mudou? Tudo. No meu quotidiano tenho uma coisa que não falho nem por nada, der por onde der, sextas ao final da tarde é para jogar à bola com os indonésios. Já me habituei a ser o único não-indonésio nas tardes de sexta, tardes em que se reúnem sempre mais de meia dúzia indonésios para desfrutar de umas horas de futebol (futsal).

mmexport1427800796464.jpg

 [Foto tirada esta semana depois de mais uma tarde de futsal com os indonésios.]

Todo o carinho e amizade que fui recebendo deles é uma autêntica chapada às minhas ideias pré formatadas.

Como seria de esperar, nos primeiros tempos as conversas sobre a colonização portuguesa era um habitue daquelas tardes. Eu tentei sempre evitar essa conversa, mas não havia como escapar, as palavras que temos em comum derivadas dessa colonização, são sempre motivo para voltar à época dos descobrimentos. Dei-lhes a minha visão do assunto, falei o que sabia de Timor-Leste, trocámos opiniões e acima de tudo reforcei um pensamento que cada vez mais me ilumina nesta estadia pelo Oriente: as pessoas primeiro,  os Governos depois. 

Não posso deixar de agradecer a estes rapazes por me incluirem nestas tardes que eu sei serem de grande importânica para todos eles, pois é o único dia da semana que têm um tempinho para se reunirem, matar saudades uns dos outros e falar somente na sua língua nativa. E eu lá vou aprendendo indonésio aos poucos e poucos.

Palavras que temos em comum: bola-sapato-igreja-missa-roda-castanha ... entre muitas outras que agora não me recordo.

[Este texto foi escrito em Dezembro e ficou esquecido nos rascunhos, hoje decidi vasculhar a arca e publicar, agora com uma foto]

Abraços e boa Páscoa a todos!

Mãe Rússia, o outro lado da barreira.

     Acompanho as notícias em Portugal e não são poucas as vezes que se fala da Rússia, parece que somos bombardeados com notícias que nos fazem pensar que existe um monstro do outro lado. Por isso mesmo, pareceu-me interessante saber o que eles, russos, pensam de tudo isto.   

     Foram mais de três horas de conversa com um grupo de 3 russos, dois rapazes e uma rapariga, sobre assuntos actuais, que por aqui não se discutem no dia-a-dia por uma questão de respeito. Três amigos, que vêm de três distintos locais da Rússia: um representante de Moscovo, um de Khabarouslc (fica no extremo oriental da Rússia, ali por cima da Coreia do Norte e bem perto da China) e um outro que vive precisamente no meio, em Kazan. Licenciados em áreas completamente diferentes e idades a rondar a minha (jovens portanto). Escolhidos a dedo, falámos abertamente e sem rodeios de tudo um pouco.

 O que se passa do outro lado da barreira?

 “Infelizmente, ninguém do exterior conseguirá perceber o que vai nas nossas mentes.”

As últimas notícias sobre a ameaça russa de usar armamento nuclear, se assim for necessário, foi recebida com espanto pelo grupo. “Armas nucleares? Seria impensável e se é verdade que o Governo russo disse isso [um dos russos interrompe e diz algo em russo ao que estava a falar e ele continua], pois parece que Putin disse mesmo isso, nesse caso penso que tudo não passa de uma jogada de bluff para meter medo ao Ocidente. As armas nucleares são o nosso único trunfo neste momento.”

Foi preciso começar a falar da Crimeia para o leite derramar, as opiniões divergiram e os ânimos exaltaram-se:

V:“Eu nem sabia que a Crimeia existia antes de tudo isto acontecer.”

R:“Se não sabias da Crimeia devias começar a ler mais sobre a história da Rússia. É verdade que agora estamos a sofrer por isso, mas tomar a Crimeia foi um restaurar da história. E para além disso, o povo da Crimeia votou e decidiu que queria voltar para a Rússia.”

K:“Sim, depois de lá estar o exército e dos ucranianos terem medo de sair à rua. Eu acho que as eleições foram ilegais… não podemos tirar uma parte de um país.”

      A conversa continuou e era bem visível a divergência de opiniões. Apesar de todos se rirem quando um deles contou uma anedota sobre o facto de terem ficado com a Crimeia. Saltei da Crimeia para a Ucrânia e perguntei-lhes pelos rebeldes.

“O meu irmão estava pronto para ir lutar pelos rebeldes.”

     Apesar do Governo negar, eles não têm dúvidas e foi geral o consenso de que a Rússia apoia os rebeldes na Ucrânia. Armamento, petróleo, dinheiro, provisões, tudo e mais alguma coisa. Mas porquê? Perguntei. Bem, a resposta a isso deu para mais uns minutos de pequenas zaragatas, mas lá chegaram ao consenso de que tudo não passa de uma forma de se defenderem da NATO. “ Nas nossas notícias a NATO é o inimigo, e nós temos medo.” Mas se tudo isso vale a pena ... não houve resposta.  “Existem milhares de pessoas a sofrer, não tem nenhum sentido.”

 

      “Sanções? As pessoas ficaram malucas, foi uma corrida aos supermercados, as pessoas compraram tudo.”

As sanções deitaram abaixo a economia russa, só em Moscovo o nível de vida é aceitável, no resto da Rússia as pessoas já não vivem tão bem e a situação começa a ficar alarmante, afirmaram.

       Então e o Putin?

Putin é maluco! Ele só quer ficar para a história. Presta demasiada atenção à política externa e esquecesse do povo.”

“Gostava que o Putin escolhesse alguém para o cargo que seguisse as suas pisadas. Precisamos de seguir no mesmo caminho a nível político.”

Gosto do seu carácter, é forte. Mas a verdade é que não me interessa para nada o Governo, vivo separado disso. Ele bem pode lá ficar toda a vida que a mim não me interessa. Os E.U.A falam sobre ele, mas esquecem-se do amigo israelita que também anda no poder faz muitos anos.”

Apesar das diferente opiniões sobre Putin, todos admitiram que os anteriores chefes de estado foram horríveis para a Rússia e que foi o Putin que conseguiu revitalizar a economia russa e melhorar a condição de vida das pessoas.

 

“Porquê seguir democracia? Temos de ser nós mesmos.”

     Foram várias as histórias que me contaram sobre as eleições e de como tudo não passa de uma fachada. Desde o amigo que preencheu todos os boletins que estavam e branco com a cruz em Putin, até ao pai que é obrigado a votar nele por trabalhar numa empresa pública.

“Sabemos que as eleições são falsas, mas não nos interessa porque aqueles em que votámos e vieram antes dele foram horríveis.”

Relativamente às ultimas notícias sobre o opositor de Putin que foi morto em Moscovo, houve uma «risada» geral. “Ninguém o conhecia antes disso acontecer, ele era completamente irrelevante.” Das duas uma, ou foi uma mensagem para alertar aqueles que realmente são fortes contra Putin, ou foi uma maneira de tentar destabilizar o Governo com acusações falsas.

      As relações com a U.E foram comentadas da seguinte forma:

“Porque é que precisamos da União Europeia? Eles também não têm dinheiro, temos é de nos virar para a Ásia.”

    

    A conversa foi longa mas tentei sintetizar da melhor maneira possível a longa conversa que tivemos entre amigos. Eles agradeceram-me o facto de vos querer mostrar as suas opiniões sobre o que se passa entre a Rússia e o Ocidente e ainda disseram que um dia teriam de visitar Lisboa (ouve-se por lá que é uma das cidades mais bonitas da Europa). 

Abraço!